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The Walking Dead - Quando a paixão acaba...

Desde a estréia da primeira temporada sou fã assídua de uma das séries mais assistidas no mundo. Lembro-me bem de Rick Grimmes andando a cavalo na cidade infestada de zumbis e dando de cara com um Glenn de boné, muito jovial e não tão maduro quanto o Glenn que morreu pelas mãos de Negan. Tínhamos Andrea, TDog, Dale, Daryl, Carol, Carl, Lori, Shane e muitos outros esquecidos e há muito devorados ou desaparecidos e esquecidos (família Morales, alguém?).

Lembrando dos primeiros episódios, podemos perceber a diferença gritante entre a temporada atual (sétima) e a primeira. Enquanto nesta encontramos pessoas que ainda estão tentando lidar com o apocalypse zumbi e buscam formas de sobreviver até que uma cura seja encontrada ou que alguém de algum governo lide com a situação, no momento atual da trama podemos ver um Game of Thrones em que os zumbis são apenas empecilhos no caminho. 

Outra diferença está no sentido de novidade e ritmo da trama. Enquanto a primeira temporada nos trouxe apenas 6 episódios bombásticos em razão de sua novidade e nos apresentou zumbis como uma grande ameaça, uma vez que não havia ninguém com experiência em lidar com eles, cada episódio trazia uma descoberta e um senso de perigo que culminou em dois grandes acontecimentos que deram início ao dominó de personagens que sucumbiram aos walkers ou pessoas mau intencionadas. Já as últimas temporadas, mais longas, trouxeram episódios fillers e foram um tanto arrastadas.

Desde o início, lista de personagens protagonistas que passaram pela vida de Rick Grimmes e morreram tragicamente só cresceu até que chegamos às últimas temporadas e a série se perdeu um pouco no quesito choque. Desde a morte de Hershel pelas mãos do tirano Governador, praticamente todos os personagens principais foram mantidos até o fim da sexta temporada. 

Para equilibrar e criar um certo impacto no público, decidiram colocar personagens secundários, desenvolvê-los em um ou dois episódios e depois matá-los de forma trágica. Ocorre que isso retirou o um pouco da essência da série que é justamente mostrar que no apocalypse ninguém se salva, por mais legal que seja, e consequentemente tirou a sensação de perigo do núcleo principal.

Tendo isso em mente e seguindo a história narrada nos quadrinhos, foi no final da sexta temporada e início da sétima tivemos dois personagens importantes morrendo terrivelmente nas mãos de Negan, trazendo novamente a sensação de expectativa e agonia da morte de um personagem que a gente goste e está habituado. 

Nesse estágio, já restou claro que sobreviver zumbis já não é o maior problema, mas sim reestruturar uma sociedade a mercê de outros grupos predadores e dominadores com líderes tiranos. The Walking Dead não é mais uma série de zumbis, é uma série sobre disputa de poder.

Enfim, o bombástico início da sétima temporada prometeu um futuro diferente para a série, que vinha um tanto arrastada, seguindo os mesmos padrões lentos, salvo alguns poucos episódios de altíssima qualidade. Foi aí que me dei conta de que a fase paixão acabou, resta saber se o futuro dessa relação se resfriará ou se TWD oferecerá uma boa oportunidade para se tornar apaixonante novamente. 

O episódio de ontem, New Best Friends, chegou a dar frio na barriga, vamos esperar que a empolgação não passe.

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